13, nov

2017


Postado Por:


Compartilhe:

O Desafio de Saber Quando Bater em Retirada


Por Jim Mathis Tamasy

É difícil não emocionar-se quando ouvimos e vemos relatos de inundações catastróficas, seja nas áreas costeiras do Golfo no Texas ou na Flórida, nos Estados Unidos, como temos visto em meses recentes, na Itália, Indonésia ou Índia. As imagens que vemos de casas destruídas e famílias separadas pela devastação nos deixa um sentimento de tristeza e desamparo. 

Depois que o furacão Harvey atingiu as regiões mais baixas de Houston, Texas, falei com um amigo que vive ali e ele disse que ele e a família estavam em lugar seco, mas que a propriedade em que se encontrava sua casa se transformara numa ilha. Eles estavam cercados por muita água. Quando desastres assim acontecem, fico imaginando como eu reagiria, bem como qual seria o meu nível de prontidão para mim mesmo e minha família caso uma calamidade similar ocorresse em nossa região. Até que ponto uma pessoa se determina a permanecer e perseverar, e quando é que toma a decisão de bater em retirada e buscar segurança em outra parte?

Esta pergunta é tanto prática quanto metafórica. Ela pode se aplicar a calamidades naturais ou às adversidades que encontramos na vida diária e no trabalho. Nossa sociedade enfatiza a perseverança, o permanecer firme e forte diante do desastre. Entretanto, não se fala muito sobre reconhecer o momento de fugir, fechar um negócio ou evacuar uma área. 

Uma definição de sabedoria tomada por empréstimo do velho ditado que se refere ao jogo de cartas diz: “Saber quando segurá-las, saber quando descartá-las”. Em outras palavras, saber quando permanecer no jogo e saber quando desistir da rodada. A história empresarial está repleta de nomes de companhias que se apegaram a uma mão perdedora por tempo demais. A Kodak, as lojas de departamento Montgomery Ward e a Borders Books são algumas delas. Todas permaneceram firmes, apegadas a suas culturas e práticas, mesmo quando ondas de mudanças se levantaram ao seu redor. Eventualmente elas sucumbiram a essa “inundação”. 

Quer estejamos liderando uma companhia, quer tentando construir uma carreira de sucesso deveríamos tomar como alerta esses fracassos tão conhecidos. Diante de graves tempestades, sejam ameaças naturais – furacões, tornados, inundações ou incêndios florestais – ou tempestades metafóricas tais como um trabalho não satisfatório, uma linha de produtos não lucrativos ou viver em uma região em depressão econômica, será que sabemos qual é o ponto de mudança? Será que somos capazes de reconhecer quando devemos decidir: “É hora de sair.  Não posso mais esperar. Estou indo embora”?
Saber quando agir de forma que leve ao melhor resultado é sinal de sabedoria. Aqui estão alguns princípios extraídos da Bíblia sobre como encontrar a sabedoria necessária: 

Saber onde depositar sua confiança.  Às vezes uma tempestade é apenas um teste para revelar onde está sua confiança – em sua própria habilidade ou em Deus. Ele pode nos guiar em meio às adversidades que pensamos serem intransponíveis. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.”  (Provérbios 3:5-6). 

Não tenha medo de tentar algo novo.  As Escrituras apresentam inúmeros relatos de pessoas que foram levadas por Deus a deixar sua zona de conforto e fazer coisas drasticamente novas. Noé, Abraão, José, Rute e Daniel são apenas alguns dos exemplos do Antigo Testamento.  “Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo.” (Isaías 43: 18-19).    

Próxima semana tem mais!


Topo